sábado, 12 de março de 2011

MEC oferece R$ 320 milhões para estados qualificarem suas redes

O programa Brasil Profissionalizado do Ministério da Educação dispõe este ano de R$ 320 milhões para investir na melhoria das redes estaduais de educação profissional em todo o país. Para receber os recursos, os estados e o Distrito Federal devem assinar convênios com o MEC. As verbas públicas são para reforma, ampliação, construção de escolas técnicas e aquisição de recursos pedagógicos.

O valor deste ano é superior ao de 2010 que foi de R$ 263,4 milhões. Parte do orçamento do Brasil Profissionalizado de 2011 será utilizada para novos convênios com o Distrito Federal, Amazonas, Rio de Janeiro e Rondônia, unidades da Federação que ainda não aderiram ao programa.

Os 23 estados que já assinaram convênios com o MEC podem apresentar novas propostas à medida que executarem os recursos repassados que somam R$ 1,5 bilhão. "A primeira meta é terminar as obras em andamento e consolidar as ações em curso", ressalta o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco.

Das 176 escolas técnicas estaduais previstas para serem construídas com recursos do programa, 22 já foram entregues. Cada escola tem capacidade para atender, em média, 1,2 mil alunos.

Quando todas as escolas estiverem em pleno funcionamento serão geradas mais de 210 mil vagas, além daquelas que serão criadas pelas 532 obras de reforma e ampliação programadas. O objetivo é alcançar meio milhão de matrículas.


Matéria reproduzida na intégra 'SETEC NOTÍCIAS" - MEC

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Visão do Poder




Caixa Econômica a esquerda e o Banco Central a direita.

Poder econômico, Caixa Econômica e Banco Central do Brasil, construções majestosas, das sedes financeiras do País, instalados no centro de Brasília (SBS), Setor Bancário Sul.
Grande partes das construções do Distrito Federal não ultrapassam a seis andares, entretanto o dinheiro reflete o quanto é poderoso.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Iniciado por Formação de quadrilha



Eliseu Padilha é indiciado por formação de quadrilha

Padilha é acusado de fraude nos processos licitatórios envolvendo a construção das barragens Jaguari e Taquarembó, no interior do Rio Grande do Sul, durante o governo Yeda Crusius (PSDB). O indiciamento foi possível porque ele não tem mais foro privilegiado, já que não foi reeleito para a Câmara dos Deputados, nas eleições de 2010. O indiciamento é resultado das investigações da Operação Solidária, que apura um conjunto de fraudes em licitações no RS, em obras de saneamento, construção de estradas e de sistemas de irrigação. O nome da operação foi “inspirado” no slogan do ex-governo tucano na cidade de Canoas (Administração Solidária).

domingo, 30 de janeiro de 2011

Governo do DF, ainda não começou a trabalhar



Enquanto dezenas de pacientes enfernos lotavam o Hospital HRAN Hospital Regional da Asa Norte, o Sr. Governador estava fazendo política-partidária.Será que ele não percebe que ainda é sendo para começar fazer campanha para 2014.Ele tem que começar a cuidar da Saúde do DF.Um absurdo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Bravo Bravo meu querido Deputado TIRIRICA

Bravo TIRIRÍCA.

Quem somos nós para julgar se esse ou aquele parlamentar eleito pelo voto popular.

A pauta em questão é o Sr. Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço TIRICA, eleito com mais de 1,2 milhões de Votos. Nordestino, discriminado e cansado pela grande impressa capitalista a serviço do Imperialismo Capitalista Global. Palhaço sim, trabalhador autodidata circense, brasileiro sofrido, que apesar de todos os infortúnios é um PALHAÇO que, mesmo com tantos problemas (fome, falta de estudos, poucas ou rarríssimas oportunidades), é um vencedor. E não venham questionar seus conhecimentos, Everardo nos faz rir, ficar-mos alegres por uns instantes e vai alegrar muito aqueles outros que nos fazem de palhaços.

Bravo, bravo Everardo nosso maior ídolo, o nosso melhor PALHAÇO. Deus ilumine seu caminho, não precisa inventar nenhum projeto mirabolante para tentar usurpar o nosso herário, basta que nos faça rir. Já os outros, são uma piada pronta.

sábado, 16 de outubro de 2010

Não houve aumento na renda do Pobre

A renda dos ricos é que empobreceu. Será?

Em recente pesquisas feitas por economistas (não fazem outras coisas), constatou-se que esse aumento da renda do pobre é virtual, ou seja: essa farra do boi para os menos favorecidos credita-se aos a liberação de créditos para aquisição de bens duráveis a consumidores classes "D" e "E" (até um salário mínimo e meio). Balela, engano, embromação, tá longe a distância da base piramidal ao topo dos afortunados.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Exclusão digital pode prejudicar economia brasileira, dizem especialistas

Exclusão digital pode prejudicar
economia brasileira, dizem especialistas

Materia extraída na íntegra da BBC Brasil em São Paulo
Caio Quero

Com apenas um terço de sua população com acesso à internet e um índice de penetração de banda larga menor que o de países como Argentina, Chile e México, o Brasil corre o risco de ver seu crescimento econômico comprometido devido a este atraso, segundo especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

De acordo com dados do IBGE, mais de 65% dos brasileiros com mais de dez anos de idade não acessam a rede mundial, sendo que a grande maioria destes (60%) não o faz por não saber como ou por não ter acesso a computadores.

O número de desconectados no Brasil é muito maior, por exemplo, que o da Coreia do Sul - onde quase 78% da população tem acesso à rede -, que de grande parte dos países da Europa Ocidental e até mesmo que o do Uruguai, onde cerca de 40% das pessoas acessa a internet.

A situação do acesso a conexões de banda larga, fundamentais para que se possa aproveitar todas as possibilidades multimídia da internet, ainda é mais grave.

A União Internacional de Telecomunicações, agência da ONU para questões de comunicação e tecnologia, estima que apenas 5,26% dos brasileiros tenham acesso a conexões rápidas.

O número é bem inferior à penetração da banda larga na Argentina, que é de 7,99%, Chile, onde a penetração é de 8,49%, e México, onde este índice é de 7%.

Com o objetivo de corrigir este déficit, o governo chegou a anunciar um Plano Nacional de Banda Larga, que pretende elevar a penetração das conexões rápidas no país para 45% até 2014. A implementação do programa, no entanto, deve ficar para o próximo governo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cuidado com amianto - Ele Pode Matar












A
gora especialistas em saúde pública nos alertam para um grande aumento no número de mortes nas próximas décadas devido grande uso do amianto pela indústria da construção civil, principalmente nos países em desenvolvimento como o Brasil.
Investigação feita em parceria entre a BBC e o Consórcio de Jornalistas Investigativos revela que mais de 1 milhão de pessoas podem morrer até 2030 devido a doenças ligadas à substância.


"O Brasil é o quinto maior consumidor do produto em uma lista que é liderada pela China, Índia e Rússia."

O amianto por ser barato e resistente é uma fibra natural presente em minas é misturado ao cimento para construção de telhas e pisos.
O Amianto é proibido em 52 países, pois solta fragmentos microscópicos no ar que podem provocar diversas doenças pulmonares quando inaladas, inclusive alguns tipos de câncer.
O Canadá, por exemplo, é um dos maiores produtores de amianto e exporta o produto, mas proíbe seu uso no país.

Para mais informações
Fonte:
BBC
Agência Fiocruz
Blog Saúde Ocupacional
Blog

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O Real da Miséria e a Miséria do Real


Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995). Os números desmentem categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos. O artigo é de Antônio Lassance.

O gráfico acima merece ser emoldurado. Ele representa os avanços que o Brasil alcançou até o momento na luta pela redução da miséria. Antes de mais nada, é preciso dar os devidos créditos. O gráfico tem como base os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), colhidos, organizados e divulgados pelo IBGE. São sistematicamente trabalhados pelo IPEA, que tem grandes estudiosos sobre o tema da pobreza, assim como pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas-RJ. Graças a esses estudos se pode, hoje, visualizar se estamos avançando ou retrocedendo; se o Brasil está resgatando seus pobres ou produzindo quantidades cada vez maiores de pessoas que ganham menos que o estritamente necessário para sobreviver; gente que se encontra sob situação de insegurança e vulnerabilidade. Os números e a trajetória que os liga permitem não só uma fotografia da miséria, mas também um retrato do que os governos fizeram a esse respeito. Serve até de exame para um diagnóstico do bem estar ou do mal estar que as políticas econômicas podem causar à nossa sociedade. Descritivamente: esta linha sinuosa decresce em ritmo forte em 1994 e 1995, quando estaciona. Depois de 1995, a queda deixa de ter continuidade e, salvo pequenas oscilações, os patamares de miséria ficam estáveis pelos sete anos seguintes, até 2002. Depois de 2003, ocorre uma nova trajetória descendente e, desta vez, sustentada, pois se mantém em queda ao longo de sete anos. Na trajetória dos últimos 18 anos, só o governo Lula reduziu a pobreza de forma contínua e acentuada. Itamar e FHC tiveram, cada qual, apenas 1 ano de efetiva redução da pobreza: Itamar (que teve pouco mais de 2 anos de governo), em seu último ano (1994), e FHC, em seu primeiro ano (1995). O gráfico desmente categoricamente a afirmação de que a miséria e as desigualdades no Brasil vêm caindo “desde o Plano Real”, como é comum encontrar inclusive entre analistas econômicos, principalmente aqueles que são mais entusiastas do que analistas e, a cada 5 anos, comemoram o aniversário do plano como se fosse alguém da família. O Plano Real conseguiu reduzir a miséria apenas pelo efeito imediato e inicial de retirar do cenário econômico aquilo que é conhecido como “imposto inflacionário”: o desconto compulsório, que afeta sobretudo as camadas mais pobres, ao devorar seus rendimentos. Retirar a inflação do meio do caminho foi importante, mas insuficiente. No governo FHC, a miséria alcançou um ponto de estagnação. Uma estagnação perversa, que deu origem, por exemplo, à teoria segundo a qual muitos brasileiros seriam “inimpregáveis”. Para o discurso oficial, o problema da miséria entre uma parte dos brasileiros estaria, imaginem, nos próprios brasileiros. A expressão era um claro sinônimo de “imprestáveis”: pessoas que não tinham lugar no crescimento pífio daqueles 8 anos. Era um recado a milhões de pessoas, do tipo: "não há nada que o governo possa fazer por vocês". "Se virem!" O governo Lula iniciou uma nova curva descendente da miséria no Brasil e a intensificou. Sua trajetória inicial foi mais íngrime do que a verificada no início do Plano Real e, mais importante, ela se manteve em declínio ao longo do tempo. Por trás dos números e da linha torta, está o regate de milhões de brasileiros. A razão que explica essa trajetória está no conjunto de políticas sociais implementadas por Lula, como o Fome Zero, o Bolsa Família, a bancarização e os programas da agricultura familiar, além da melhoria e ampliação da cobertura da Previdência. No campo econômico, além de proteger as camadas sociais mais pobres da volta do imposto inflacionário (estabilidade macroeconômica), houve uma política sistemática de elevação do salário mínimo e, a partir de 2004, patamares mais significativos de crescimento econômico, com destaque nas regiões mais pobres, que cresceram em ritmo superior à média nacional - em alguns casos, superior ao ritmo chinês. O governo FHC, sem políticas sociais robustas e integradas e com índices sofríveis de crescimento econômico, exibiu uma perversa estabilidade da miséria. Se lembrarmos bem, ao final de seu mandato, a economia projetava inflação de dois dígitos, os juros (Selic) superavam os 21% ao ano (haviam batido em 44,95% em 1999), a crise da desvalorização cambial fizera o dólar disparar, as reservas estavam zeradas e o País precisara do FMI como avalista. Por isso se pode dizer que a característica principal do Governo FHC não foi propriamente a estabilidade macroeconômica. Foi o ajuste fiscal e a estabilidade da miséria. Por sua vez, a tríade crescimento, estabilidade e redução da miséria, prometida por Lula na campanha de 2002, aconteceu. Se alguém tinha alguma dúvida, aí está a prova. (*) Antonio Lassance é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e professor de Ciência Política.


domingo, 27 de junho de 2010

Dunga Pode Sair da Seleção



Briga com a Globo pode tirar Dunga da seleção após a Copa

O cargo de Dunga está mais do que ameaçado, mesmo se o Brasil vencer a Copa do Mundo. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não quer o rompimento com a TV Globo. Há vários acordos milionários entre a entidade e a emissora. Desde que assumiu, em 2006, ele resolveu acabar com os privilégios que a Globo sempre teve, como livre acesso aos jogadores e treinadores. Trabalhando como comentarista, Dunga viu toda a confusa situação na Copa da Alemanha. Estava lá. E jurou que com ele seria tudo diferente.

Em três frentes a CBF procurou a TV Globo para tentar acabar com a crise provocada pelos palavrões de Dunga ao apresentador Alex Escobar após a vitória da seleção brasileira contra a Costa do Marfim, no último domingo (20).

O presidente da entidade, Ricardo Teixeira, procurou Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes. O chefe da delegação, Andrés Sanchez, tratou de falar com João Ramalho, funcionário da emissora que cuida só da seleção brasileira. E o diretor de comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, esteve no espaço reservado à Globo no IBC (centro de mídia internacional), em Johannesburgo.

Todos trataram do mesmo assunto: mostrar que a atitude partiu do treinador. E pediam para evitar a retaliação. A TV Globo aceitou a reaproximação. E o cargo de Dunga está mais do que ameaçado, mesmo se o Brasil vencer a Copa do Mundo.

Teixeira não quer o rompimento com a TV Globo. Há vários acordos milionários entre a entidade e a emissora. Mas tratou de avisar a Campos Pinto que Dunga está tomando as suas atitudes por livre e espontânea vontade. Os palavrões do treinador a Escobar foram a gota d'água para a emissora. O treinador já criou problemas demais.

Desde que assumiu, em 2006, ele resolveu acabar com os privilégios que a Globo sempre teve, como livre acesso aos jogadores e treinadores. Antes de ganhar o cargo de treinador da seleção, Dunga foi comentarista do canal a cabo BandSports. Foi trabalhando como comentarista que ele viu toda a confusa situação na Copa da Alemanha. Estava lá. E jurou que com ele seria tudo diferente.

Já começou em Teresópolis, na Granja Comary, o centro de treinamento da CBF, mandando desmanchar tendas especiais da emissora. Passou a proibir jornalistas da emissora mostrando momentos íntimos da seleção, como o trajeto para os jogos nos ônibus. Barrou as entrevistas exclusivas. Mesmo aconselhado por Rodrigo Paiva a ceder, ser mais maleável, não houve acordo. Não teve como impedir jornalistas da emissora em voos da seleção, mas não os deixa sair antes dos jogadores para filmá-los chegando ao local onde o time vai jogar.

Campanha
Dunga não tolera alguns jornalistas específicos da emissora. Acredita que uns defendem o retorno de Vanderlei Luxemburgo ao seu cargo. Diz que recusou diversos convites para jantar com profissionais da Globo, estratégia utilizada pela emissora com antigos treinadores da seleção. Até pessoas das quais a Globo sabia que Dunga não gostava perderam seus cargos.

Depois do que aconteceu com Escobar, há uma ordem expressa para os jornalistas da Globo não darem entrevistas aqui em Johannesburgo. Em off, porém, há a confirmação do imenso mal-estar com Dunga e há muito tempo.

O técnico já reclamou que a emissora chegou a pedir entrevistas a uma hora da manhã a seus atletas, nos Estados Unidos. E que os repórteres estão acostumados ao abuso pelo fato de a Globo ter os direitos de transmissão dos jogos da seleção.

Na Olimpíada de Pequim, o clima já foi bem ruim. Ele achou que a medalha de bronze não foi valorizada. De lá para cá, o clima conseguiu ficar pior. Dunga respeita poucos jornalistas. Entre eles, William Bonner e Fátima Bernardes. Eles o convenceram a ir para o Jornal Nacional depois da convocação definitiva para a Copa de 2010. Os executivos da Globo acreditaram que tudo estava resolvido.

Tanto que estava sendo preparado um profundo perfil de Dunga e não teria apenas lados positivos. A reportagem foi suspensa como uma demonstração de boa vontade. E os executivos da emissora mandaram cerca de 280 profissionais para a África do Sul. O 'Exército Verde', porque todos usam a camisa verde do uniforme.

Todas as estrelas do jornalismo da emissora estão aqui na África. Vieram cheias de pautas para serem feitas com os jogadores. Só que Dunga trancou a seleção. E para todos os veículos, inclusive a Globo. São apenas dois jogadores por dia dando coletiva e depois treino apenas para ser filmado. Na semana passada, ele resolveu ainda fechar os treinos. A emissora teve de espalhar jornalistas pela África do Sul para buscar matérias. Isso teve um custo inesperado, caro e improdutivo.

A audiência está mesmo com os jogadores. O repórter Mauro Naves conseguiu uma exclusiva com Robinho na segunda folga em Johannesburgo. Dunga deu uma enorme bronca no jogador. O atacante foi obrigado a pedir desculpas a todo o grupo. E jurou que não cairia no mesmo erro.

Dinheiro
Com os treinos fechados, os patrocinadores também reclamaram. Os treinos são as grandes vitrines para os 11 patrocinadores que pagam, juntos, R$ 220 milhões anuais à CBF. Eles investem tanto para aparecer nas TVs. Dunga sozinho está travando esse forte interesse econômico.

A emissora chegou mesmo a negociar com Ricardo Teixeira entrevistas de jogadores para entrar no Fantástico de domingo. Dunga vetou. E foi além. Há um espaço reservado para as emissoras que são donas dos direitos de transmissão das partidas da Copa. Fica à beira do gramado. Os destaques dos jogos sempre param ali para falar. Só que, no último domingo, Dunga não deixou seus atletas falarem à Globo, os retirou, gritando “vestiário”, e sabotou também essas entrevistas.

Os palavrões do treinador a Alex Escobar foram a gota d'água. A emissora carioca fez um editorial forte, respondendo a Dunga no Fantástico. Na saída do estádio Soccer City, jornalistas flagraram o chefe de Esportes da emissora, Luiz Fernando Lima, desabafando: reclamando que de nada adiantaram encontros com a cúpula da CBF para garantir paz entre o treinador e a Globo durante a Copa.

Ex-repórter, Luiz Fernando desabafou em voz alta. Para evitar que tudo ficasse pior, a CBF teve de entrar em várias frentes para se desculpar com a Globo. Isso desagradou, e muito, a Ricardo Teixeira.

Antes da Copa, Dunga disse ao R7 que seu futuro na seleção, depois da Copa, dependia “do doutor Ricardo”. É bom ele ficar atento a convites de equipes italianas. Ricardo Teixeira está disposto a não mantê-lo no cargo para a Copa de 2014. Mesmo se o Brasil for campeão.

O presidente da CBF não quer mais quatro anos desse clima. Só não pode afastá-lo agora para não atrapalhar a seleção. Mas os dias de Dunga parecem estar chegando ao fim, graças à sua postura radical e agressiva. O sonho é um técnico mais maleável para 2014.

Materia extraída na integra do Site Carta Maior
26-06-2010

sábado, 5 de junho de 2010

Continua mandando e Nordeste continua na mesma.



Anos, décadas e a força desse Cidadão membro da academia de letras continua mandando nesse País. Sarney e Cia. em 2010 arremata para o PMBB o maior numero de emendas parlamentares, 11,5 milhões e já empenhadas R$ 8.300.000,00 (oito milhões e trezentos mil reais) fatia equivalente a 72% de emendas aprovada.

sábado, 8 de maio de 2010

Como "Navegar é Possível"



João Cândido, petróleo, racismo e emprego

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. Como um simbolismo adicional, um total de 120 operários dekasseguis foram trazidos do Japão, com suas famílias, para juntarem-se aos operários nordestinos que construíram o navio. Os primeiros não precisam mais morar longe da pátria; os outros, saem do canavial para a indústria e não precisam mais pegar o pau-de-arara, nem entoar com amargura a Triste Partida, de Patativa do Assaré, como um certo pernambucano teve que fazer na década de 50. Até que virou presidente.

Mulheres trabalhando como chefes de equipe de soldagem no Estaleiro Atlântico Sul, no município de Ipojuca, em Pernambuco, pronunciavam frases orgulhosas lembrando que não sabiam nem que esta também poderia ser uma tarefa feminina. O ex-pescador de caranguejo contava em depoimento agreste que antes do estaleiro não sabia direito como ganhar o sustento da família a cada dia que acordava. O ex-canavieiro, agora operário, destaca que não depende mais temporalidade insegura da colheita da cana e quando acorda já tem para onde ir, quando antes vivia a insegurança. Estes alguns dos vários depoimentos colhidos na inauguração do navio petroleiro João Cândido ao ser lançado ao mar pernambucano. Deixa em terra um rastro de transformação.

Inicialmente, na vida destas pessoas antes lançadas ao deus-dará de uma economia nordestina reprimida, desindustrializada. A transformação atinge os municípios mais próximos, pois no local onde foi construído o estaleiro, uma antiga moradora, Mônica Roberta de França, negra de 24 anos, que foi escolhida para ser a madrinha do navio, dizia que ali era um imenso areal, não tinha nada. Agora tem uma indústria e uma escola técnica para os jovens da região. E que só agora ela tem seu primeiro emprego na vida com carteira assinada.


Desculpas à Nação
Para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o lançamento do João Cândido ao mar tem o mesmo alcance histórico do gesto de Getúlio Vargas quando deu forte impulso à nacionalização da indústria naval brasileira, na década de 30, por meio da empresa de navegação estatal. “Aqueles que destruíram a indústria naval tem que assumir sua responsabilidade e pedir desculpas à Nação”, disse Campos na solenidade que teve a participação de 5 mil pessoas aproximadamente, sobretudo dos operários.

O Navio João Cândido abre uma nova rota para a economia brasileira. Incialmente, porque a Petrobrás já não será obrigada a desembolsar cerca de 2,5 bilhões de reais por ano com o afretamento de navios estrangeiros. Há, portanto, um revigoramento do papel do estado na medida em que a reconstrução da indústria naval brasileira é resultado direto de encomendas da nossa empresa estatal petroleira. O que também permite avaliar a gravidade e o caráter antinacional das decisões que levaram um país com a enorme costa que possui, tendo montado uma economia naval de peso internacional respeitável, retroceder em um setor tão estratégico.


E isso quando nossa economia petroleira, há anos, já dava sinais de expansão, mesmo quando estavam no poder os que promoveram o espantoso sucateamento, a desnacionalização e a abertura da navegação em favor dos países que querem impedir nosso desenvolvimento. Este tema, certamente, não poderá faltar nos debates da campanha presidencial deste ano.

Almirante negro
A escolha do nome João Cândido também foi destacada na solenidade por meio do novo ministro da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, Eloy Moreira. Vale registrar que há pouco mais de um ano Lula participou de homenagem ao Almirante Negro inaugurando sua estátua na Praça XV, no Rio, que estava há anos guardada, supostamente porque não teria havido grande empenho da Marinha na realização desta solenidade. Pois bem, agora João Cândido não está apenas nas “pedras pisadas do cais”, com diz a maravilhosa canção de Bosco e Blanc. Está na estátua e está cruzando mares levando para o mundo afora o nome de um de nossos heróis.


Navegar é possível
O novo petroleiro estatal, portanto, é uma prova real de que sim “navegar é possível”, como dizia uma faixa no ato. Navegar na rota inversa daquela que promoveu o desmantelamento da nossa indústria naval. Navegar na rota da revitalização e qualificação do papel protagonista do estado. Recuperar um curso que havia sido fundado lá durante a Era Vargas onde se combinava industrialização e nacionalização com geração de empregos e direitos trabalhistas. Se no período neoliberal foi proclamada a idéia de destruir a “Era Vargas”, agora, está não apenas proclamada, mas já colocada em marcha, a necessidade de reconstruir a partir dos escombros da ruína das privatizações - entulho neoliberal - tendo no dorso no navio-gigante o nome heróico do líder da Revolta da Chibata. Sem revanchismo, o episódio permite lembrar outra canção: “É a volta do cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar”

(*) Presidente da TV Cidade Livre de Brasília

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Grande Estadista e Revolucionário da Paz




Reprodução na Integra extraída da Revista ÉPOCA de 11/01/2010

Como Nelson Mandela destruiu sem violência um regime que proibia o uso de banheiros a negros

QUI, 11/02/10

POR PAULO NOGUEIRA |

| TAGS ÁFRICA DO SUL, APARTHEID, DAVOS, GANDHI, MANDELA, NELSON MANDELA

DAVOS, janeiro de 1999, Fórum Econômico Mundial. A platéia de políticos, empresários e executivos da elite do mundo aguarda com ansiedade adolescente, na belíssima cidade nevada nos Alpes suíços, que Nelson Mandela apareça no palco. É uma espécie de despedida: o mandato de Mandela como primeiro presidente eleito da África do Sul está terminando. “Câmaras de emissoras de todas as partes estavam se ajustando; a platéia não se continha nas cadeiras na expectativa de saudar uma lenda vida; não havia lugar nenhum disponível”, lembraria, posteriormente, um dos organizadores do encontro naquele ano.

Mandela, já na iminência de apanhar o microfone, pede emprestado a ele, o organizador, o celular. O grande homem faz a ligação e o que é ouvido em seguida não estava, definitivamente, no roteiro de ninguém. Mandela estava falando com seus netos, na África do Sul, sobre a lição de casa. Mostrava satisfação diante de boas respostas da garotada, e para um neto que percebeu ter sido relapso falou, “com firmeza serena”, sobre a importância da educação. Combinou um encontro para dali a dois dias no qual o neto deveria apresentar seu plano para recuperar o atraso escolar. E então Madiba, como Mandela é chamado por seus conterrâneos, o nome que recebeu no clã negro do qual é oriundo, devolveu o celular. “Não sabia se estava diante de uma lenda, de um anjo ou de ambos”, recordaria o organizador.

Poucas coisas ilustram tão bem o caráter de Mandela como esta passagem em Davos. O mundo comemora, hoje, 20 anos de um dos acontecimentos capitais do século passado: a libertação de Mandela e, consequentemente, o fim do regime de segregação racial na África do Sul. (Aqui, um boa combinação de fotos com som sobre sua trajetória.) Ativista da democracia multi-racial, carismático, líder que se elevou desde cedo entre os negros sul-africanos sem recorrer a outro argumento que não fosse a fé absoluta numa causa pela qual ele esteve desde sempre disposto a morrer se necessário, Mandela ficou preso entre 1964 e 1990 sob acusação de traição ao regime do apartheid, a designação das vidas separadas para negros e brancos na África do Sul. Aos 91 anos, Mandela está quase inteiramente afastado da vida pública para poder refletir sobre a existência e conviver mais com a família. Aos que o procuram, costuma dizer: “Não me telefone, eu telefono para você”.

Mandela é o símbolo de muita coisa. Da coragem sem limite, da capacidade de lidar com as adversidades sem se vergar ao amargor ou à auto-piedade, da grandiosa simplicidade que consiste em tomar a lição dos netos como um bom avô deve fazer quaisquer que sejam as circunstâncias. “Quero viver para ver os tempos em que brancos e negros terão as mesmas oportunidades em meu país”, disse ele certa vez. “Mas estou preparado para morrer pela causa.”

Mas, e aí é um traço notável que o distingue de virtualmente todos os outros revolucionários e o aproxima do líder indiano Gandhi, não para matar. Tão logo saiu da prisão, depois de recebidas homenagens e feitos pronunciamentos numa longa jornada, Mandela quis saber de sua mulher, Winnie, ela também um símbolo da luta contra a discriminação, se era verdade o que ouvira. Winnie teria participado, ele soube, da morte de um garoto negro que fazia o papel de delator para a polícia branca. Era noite, o casal depois de toda a festa estava enfim reunido em sua casa, e Winnie empurrou a conversa para o dia seguinte.

A PRIMEIRA COISA que Mandela quis saber, quando se viram, era o que tinha acontecido de fato. Winnie tergiversou, lembrou a vida difícil que tivera ao se envolver com Mandela, buscou atenuantes na tortura e na perseguição de que foi vítima. Mas ela não limpou as mãos do sangue do pequeno delator, uma quase criança, antes o justificou, e o casamento terminou ali. Winnie seguiu seu caminho, Mandela o dele, rumo à presidência da África do Sul e à condição de um dos mais inspiradores exemplos de estadista de seu tempo, um homem que se tornou herói ao mesmo tempos de brancos e negros. Já na primeira entrevista que concedeu a uma emissora de televisão, em 1961, jovem, barbado, perseguido pela polícia, disse, com ênfase, ao entrevistador que queria saber se na África do Sul pela qual ele lutava haveria espaço para os europeus brancos. “Já disse várias vezes, há lugar para todo mundo.” (Aqui, o vídeo.)

Mandela ainda encontrou ânimo para, aos 80 anos, casar mais uma vez. Enterrou um filho e, num país em que a Aids é um drama e ao mesmo tempo um estigma, fez questão de dizer que a causa da morte fora a Aids. Exortou seus compatriotas a falarem abertamente da doença para tirar seu caráter de tabu. Mandela batalhou pela Copa do Mundo na África do Sul e, recentemente, organizou um grupo internacional de líderes entrados em anos. Mesmo com uma vida tão intensa, Mandela, como o imperador-filósofo Marco Aurélio recomendava, jamais se refugiou numa agenda atribulada para fugir a deveres essenciais de um bom cidadão. Por exemplo, como avô, lembrar aos netos, a milhares de quilômetros, a importância da educação para o desenvolvimento do caráter. “Viva, Madiba”, gritava a multidão hoje na África do Sul para o homem frágil e sorridente que sem recorrer a baionetas ou a bombas enterrou, pelo poder das palavras, do exemplo e da persuasão, um regime em que negros não podiam usar o mesmo banheiro que os brancos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Saudades do Tom


O Brasil tem grandes cidadãos, intelectuais, cientistas e grandes personalidades que marcaram presença com sua criatividade talento e que muito nos orgulha e fazem parte da nossa rica cultura. Aqui presto homenagem ao nosso querido Tom.


Texto copiado na integra do Blog da jornalista Lúcia Hipolito.

1927 – Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim nasceu na Tijuca, mas ainda criança foi morar em Ipanema. Aprendeu a tocar violão e piano, tendo tido aulas, entre outros, com o professor alemão Koellreuter.

Trabalhou algum tempo em um escritório de arquitetura, mas logo desistiu e resolveu ser pianista. Tocava em boates e inferninhos cariocas, até que em 1952 foi contratado como arranjador pela gravadora Continental. Além dos arranjos, também tinha a função de transcrever para a pauta as melodias de compositores que não dominavam a escrita musical.

Em 1954 sua carreira começou a decolar. Lançou os sambas Faz uma semana (com John Stockler) e Teresa da praia (com Billy Blanco). Depois compôs Sinfonia do Rio de Janeiro (também com Billy Blanco), além de parcerias com Dolores Duran: Se é por falta de adeus, Por causa de você.

Musicou a peça Orfeu da Conceição (1956), a convite de Vinicius de Moraes, que se tornou um de seus parceiros mais constantes. A peça, montada com cenário de Oscar Niemeyer no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, fez bastante sucesso. A música Se todos fossem iguais a você foi gravada por vários cantores.

Tom Jobim participou do núcleo fundador da bossa-nova. O disco “Canção do amor demais” (1958), com composições suas e de Vinicius, cantadas por Elizeth Cardoso e acompanhadas pelo violão de João Gilberto e orquestra, é considerado marco na música brasileira, pela originalidade das orquestrações, harmonias e melodias. Inclui, entre outras, Canção do amor demais, Chega de saudade, Eu não existo sem você.

Em 1962, sob patrocínio do Itamaraty, viajou para os Estados Unidos para participar do Festival de Bossa Nova no Carnegie Hall em Nova York. No final desse ano, compôs com Vinicius, um de seus maiores sucessos e possivelmente a música brasileira mais executada no exterior: Garota de Ipanema.

Durante os anos de 1962 e 1963 criou uma série de “clássicos”: Samba do avião, Só danço samba e Ela é carioca (com Vinicius), O morro não tem vez, Inútil paisagem (com Aluísio de Oliveira), Vivo sonhando.

Nos Estados Unidos gravou discos – o primeiro foi “The Composer Of 'Desafinado' Plays” (1965) –, participou de shows e fundou sua própria editora, a Corcovado Music.

O sucesso internacional de suas canções fez Tom voltar aos Estados Unidos em 1967 para gravar com Frank Sinatra o disco “Francis Albert Sinatra e Antônio Carlos Jobim” com versões em inglês de suas músicas (The girl from Ipanema, How insensitive, Dindi, Quiet night of quiet stars).

No fim dos anos 60, ganhou o primeiro lugar no III Festival Internacional da Canção da TV Globo com Sabiá, parceria com Chico Buarque. Aprofundou seus estudos musicais, adquirindo influências de compositores eruditos, sobretudo Villa-Lobos e Debussy.

Prosseguiu gravando e compondo músicas vocais e instrumentais. Os albuns Matita Perê e Urubu, lançados na década de 70, incluem as músicas Águas de março, Ana Luíza, Lígia, Correnteza, O boto, Ângela.

Gravou, também, nessa ocasião os discos: “Elis e Tom”, “Miúcha e Tom Jobim” e “Edu e Tom”. Em 1994, lançou seu último CD, “Antônio Brasileiro”.

Tom faleceu em Nova York, em 08 de dezembro de 1994.

Sobre Tom Jobim foram lançados os livros Antônio Carlos Jobim, um homem iluminado, de Helena Jobim (sua irmã); Antônio Carlos Jobim - uma biografia, de Sérgio Cabral; e Tons sobre Tom, de Márcia Cezimbra, Tárik de Souza e Tessy Callado.

Mais uma vez, foi muito difícil selecionar, dentre a vasta e rica obra de Tom Jobim, alguma coisa para ilustrar a leitura deste post. Mas finalmente escolhi... Tom cantando Chega de saudade.

Que saudade...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Segunda, "Dia Mundial da Preguiça"

Como todas as segundas feiras é dia mundial da preguiça, levantei-me um pouco tarde e ao checar meus e-mails, deparei-me com um spam produzido pela revista PEGN, sobre um empreendedor que trabalha apenas uma hora por dia lei a reportagem na integra:




Quem disse que preguiça é pecado?

Markus Frind trabalha uma hora por dia (no máximo) e fatura US$ 10 milhões por ano. Como ele consegue? Com uma estratégia clara, uma organização simples e o melhor: sem esforço

Por Max Chafkin

Às 10 da manhã, Markus Frind sai de seu apartamento rumo ao trabalho. É uma curta caminhada pelo centro da cidade canadense de Vancouver, mas o percurso parece difícil. Não porque Frind seja preguiçoso. Bem, ele é um tanto preguiçoso, mas essa é uma outra história. O problema é que ele ainda está se habituando à ideia de um trajeto até o trabalho cuja distância seja maior do que entre sua sala e seu quarto. A empresa de namoros online de Frind, Plenty of Fish, está recém-situada no 26º andar de um arranha-céu na cidade. O espaço reluzente poderia facilmente abrigar 30 empregados, mas quando Frind entra há um silêncio assustador - apenas uma sala com carpete novo, paredes cheirando a tinta e oito monitores de computador de tela plana. Frind derruba a sua bolsa e senta-se diante de um deles. Olha para a mesa. Há um pedido de US$ 180 mil esperando por sua assinatura. É da VideoEgg, uma empresa de São Francisco que está pagando para Frind exibir uma série de comerciais da cerveja Budweiser no Canadá. Como a maioria de seus contratos de publicidade, este encontrou Frind. Ele nem sequer tinha ouvido falar da VideoEgg até uma semana atrás. Mas geralmente você atrai a atenção dos anunciantes quando está gerando 1,6 bilhão de páginas da web por mês.

"1,6 bilhão", diz Frind lentamente, estalando os lábios no "bi". "Talvez haja dez sites nos Estados Unidos com mais do que isso." Cinco anos atrás, ele criou o Plenty of Fish sem dinheiro ou plano e com conhecimento precário de como montar uma empresa na web. Hoje, segundo a firma de pesquisas Hitwise, sua criação é o maior site de namoros na internet dos Estados Unidos e possivelmente do mundo. Seu tráfego é quatro vezes maior que o da pioneira dos namoros Match, que tem centenas de funcionários. Até 2007, Frind não tinha equipe. Atualmente, ele emprega apenas três funcionários de atendimento ao cliente, que verificam mensagens spam e deletam imagens de pessoas nuas do site, enquanto Frind cuida de todo o resto.

Incrivelmente, Frind montou sua empresa de modo que "todo o resto" significa quase não fazer nada. "Eu geralmente faço tudo na primeira hora", ele diz, antes de uma pequena pausa para pensar melhor. "Na verdade, é nos primeiros dez ou 15 minutos." Para demonstrar o que diz, Frind vira-se para seu computador e começa a mexer em um software gratuito que ele usa para gerenciar seu inventário de publicidade. Enquanto isso, ele se queixa do alto índice de Imposto de Renda no Canadá, um problema sério, considerando-se que a Plenty of Fish registrou uma receita de US$ 10 milhões em 2008, com margens de lucro superiores a 50%. Seis minutos e 38 segundos depois de começar seu dia de trabalho, Frind fecha o navegador da web e anuncia: "Terminei".

Terminou? De verdade? "O site praticamente funciona sozinho", ele explica. "Na maior parte do tempo, eu apenas fico sentado assistindo." Há tão pouco a fazer que ele e sua namorada, Annie Kanciar, passaram a maior parte do último verão tomando sol na Riviera Francesa. Frind verificava por um ou dois minutos se não havia mensagens de erro sérias, e então voltava a beber vinhos caros. Um ano atrás, no México, eles relaxaram em um iate com quatro amigas de Annie. "Eu e cinco garotas", ele diz. "Vida dura..." Quando Frind se levanta para sair, eu lhe pergunto quais são seus planos para o resto do dia. "Não sei", ele responde. "Acho que vou dar um cochilo."

É um conto de fadas do século 21: um jovem cria um site em seu tempo livre. Ele é desconhecido, igual a qualquer um de nós. Não estudou no MIT, em Stanford ou qualquer outra faculdade de quatro anos, mas é incrivelmente brilhante. Saltou sem destino de emprego em emprego, mas secretamente é ambicioso. Constrói sua companhia por conta própria e no seu apartamento. Na maioria das histórias, é aí que começa a vida dura - longas horas de trabalho, noites sem dormir e experiências empresariais terríveis. Mas este enredo é muito mais agradável. Frind não trabalha mais de 20 horas por semana nas épocas mais movimentadas. Cinco anos depois, ele dirige um dos maiores sites do planeta e paga a si mesmo mais de US$ 5 milhões por ano.

Aos 30 anos, Frind não parece o tipo de sujeito que dirigiria qualquer negócio líder de mercado. Tranquilo, de aparência comum, é o tipo de pessoa que pode desaparecer em uma sala cheia de gente e que parece ocupar menos espaço do que seu corpo avantajado poderia sugerir. Os que conhecem Frind o descrevem como introvertido, inteligente e um pouco estranho. "Markus é um desses engenheiros que ficam mais à vontade sentados na frente de um computador do que conversando com alguém cara a cara", diz Noel Biderman, cofundador da Avid Life Media, uma empresa baseada em Toronto que possui vários sites de namoro.

Quando decide abrir a boca, Frind pode ser surpreendentemente franco. Segundo ele, o Yahoo é "uma piada total", o Google é "um culto" e o Match está "morrendo". "Nunca conheci ninguém tão competitivo. Ele diz exatamente o que pensa", afirma Mark Brooks, um consultor de marketing que assessora Frind desde 2006. Quando peço para Frind falar sobre o que faz nas 23 horas do dia em que não está trabalhando, ele se esforça para responder, então olha desesperado para Annie. Ela é uma loura esguia com um sorriso fácil e uma gargalhada calorosa, que usa literalmente para tentar fazer Frind se abrir mais. Annie dá algumas sugestões - videogame, viagens para esquiar, caminhadas - e então tenta concentrar as energias dele. "Estamos tentando convencê-lo de que somos interessantes", diz delicadamente.

Matéria publicada no site da PEGN DIA 26-10-2009 (Em Brasília é feriado dia do Funcionário Público”





domingo, 18 de outubro de 2009

Brasil é apontado como exemplo no combate à fome no mundo

No Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, a FAO e a Action Aid divulgaram estudos sobre a situação da fome no mundo. As duas organizações destacaram a qualidade das políticas implementadas pelo governo brasileiro no combate à fome e à pobreza. Em 2009, segundo a FAO, mais de 1 bilhão de pessoas vivem em situação de subnutrição. Situação piorou depois da crise econômica mundial. A produção mundial de alimentos deve aumentar em 70% nos próximos 40 anos para suprir a demanda crescente, adverte a FAO.

No dia 16 de outubro, a organização não-governamental ActionAid, que trabalha em mais de 40 países no combate à pobreza, divulgou documento afirmando que o Brasil é o líder no combate à fome entre os países em desenvolvimento. Segundo o documento, lançado no Dia Mundial da Alimentação, o Brasil demonstra “o que pode ser atingido quando o Estado tem recursos e boa vontade para combater a fome”. A ActionAid elaborou uma lista a partir de pesquisas sobre políticas sociais contra a fome aplicadas por governos de 50 países. A partir dessa análise, construiu dois rankings, um dos países desenvolvidos (liderada por Luxemburgo) e outra dos países em desenvolvimento (liderada pelo Brasil).

Em seu estudo, a organização elogia os esforços do governo brasileiro em adotar programas sociais para lidar com o problema da fome no país, destacando os programas Bolsa Família e Fome Zero. “O Fome Zero lançou um pacote impressionante de políticas para lidar com a fome – incluindo transferências de dinheiro, bancos de alimentação e cozinhas comunitárias. O projeto atingiu mais de 44 milhões de brasileiros famintos”, diz o documento. Além disso, acrescenta, o programa ainda ajudou a reduzir a subnutrição infantil em 73%.

Para a ActionAid, o Brasil é exemplar no exercício do direito ao alimento. A entidade cita a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan 2006) e a criação do Ministério do Combate à Fome como medidas de que exemplificam que o direito à alimentação está sendo cada vez mais reconhecido como direito fundamental. Por outro lado, ressalta, o Brasil ainda tem áreas em que pode melhorar, como o desafio de incluir os trabalhadores sem terra e pequenos agricultores nos programas sociais de alimentação. “É imperativo que famílias em pequenas fazendas também estejam protegidas da expansão dos enormes programas industriais de biocombustíveis do Brasil”, diz o documento.

Mais de 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo
A agência da ONU para alimentação e agricultura, FAO, estima que 1,02 bilhão de pessoas viveram em estado de subnutrição no mundo todo em 2009. Segundo a organização, o número de pessoas em situação de fome estava crescendo mesmo antes da crise mundial e, depois dela, a situação só piorou. Esse levantamento indica a existência de mais pessoas com fome do que em qualquer outra época desde 1970 e uma piora das tendências que já estavam presentes antes mesmo da crise econômica, avalia a FAO. “A meta da Cúpula Mundial sobre Alimentos (de 1996), de reduzir o número de pessoas subnutridas pela metade, para não mais do que 420 milhões até 2015, não será alcançada se as tendências que prevaleceram antes da crise continuarem”, diz documento divulgado pela entidade no dia 16 de outubro.

Ainda segundo a FAO, as regiões da Ásia e Oceano Pacífico têm o maior número de pessoas subnutridas, 642 milhões, seguidas pela África Subsaariana, com 265 milhões de pessoas. O Índice Global de Fome, pesquisa publicada pela Unidade Internacional de Pesquisa em Política Alimentar (IFPRI, na sigla em inglês), revelou que a República Democrática do Congo foi o país com o maior aumento da fome desde 1990, seguido por Burundi, Comores (arquipélago no Oceano Índico) e o Zimbábue.

A produção mundial de alimentos deve aumentar em 70% nos próximos 40 anos para suprir a demanda crescente, adverte a FAO. A agência estima que os governos de países em desenvolvimento precisam passar a investir anualmente US$ 44 bilhões em agricultura para alimentar uma população que calcula-se que será de 9 bilhões de pessoas em 2050. Hoje, este investimento é da ordem de US$ 7,9 bilhões. As mudanças climáticas e o êxodo para as cidades também devem contribuir para a falta de alimentos nos próximos anos, diz estudo da entidade.

A crise econômica reduziu a ajuda estrangeira e o investimento em países mais pobres, além de diminuir o envio de dinheiro dos que trabalham em países mais ricos. Diante desse quadro, a FAO fez um apelo por um maior esforço internacional para diminuir a fome no mundo e também para garantir mais investimentos em agricultura e dispositivos de segurança para a economia em países mais pobres. Além disso, alerta para uma crise no preço dos alimentos, que se estabilizaram em um nível muito alto para muitas pessoas em países em desenvolvimento. Como solução para esses problemas, a entidade defende, entre outras medidas, dar mais poder para mais mulheres nos países em desenvolvimento, por meio de educação e mais acesso a empregos.

Por outro lado, assinala a organização, alguns países apresentaram uma melhora dramática nos níveis de subnutrição desde 1990, incluindo aí o Brasil, o Vietnã, a Arábia Saudita e o México. Ao citar as medidas adotadas pelo Brasil para a melhora nos níveis de subnutrição, a FAO cita programas do governo como o Fome Zero, o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e também o aumento do salário mínimo.

Bolsa Família aumenta escolaridade da população
Dados divulgados esta semana pelo governo federal confirmam as avaliações da FAO e da Action Aid no que diz respeito à relação entre o combate à fome e a melhoria da qualidade de vida da população.

Cerca de 500 mil jovens e adultos beneficiários do Bolsa Família ou que estão no Cadastro Único foram alfabetizados em 2006 e 2007. O percentual de pessoas cadastradas atendidas por programas de alfabetização aumentou de 21,9%, em 2006, para 33,8% em 2007. A articulação do MDS com o Programa Brasil Alfabetizado (PBA), do Ministério da Educação, possibilitou que essas pessoas iniciassem os estudos ou voltassem às salas de aula. Dos 536.289 alfabetizados no período, 379.465 são atendidos pelo programa de transferência de renda.

A ligação do Bolsa Família com a educação faz parte do desenho institucional do programa. Os beneficiários precisam manter os filhos na escola e cumprir uma agenda básica de saúde. O objetivo é estimular acesso da população pobre aos serviços básicos de educação e saúde para melhorar as condições de vida desse público. Segundo análise feita pelo coodernador-geral do Bolsa Família, Franco Bernardes, da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania do MDS, o Nordeste - região com os maiores índices de analfabetismo (24% dos beneficiários) - está investindo mais na educação de seus habitantes. A região responde por 88% dos beneficiários alfabetizados nos dois anos.

A comparação entre Estados mostra que Alagoas obteve o maior desempenho, com a alfabetização de 29% de pessoas atendidas pelo Bolsa Família. Ceará e Pernambuco vêm logo em seguida com 23% de beneficiários alfabetizados. Na região Sudeste, Minas Gerais responde por 70% dos beneficiários alfabetizados. No Norte, somando Pará, Amazonas e Acre, os três Estados alcançam 78% das pessoas atendidas pelo Bolsa Família na região.